Reconstruyendo Alas Rotas

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A fé é o instinto da ação: nossa jornada na Índia

http://afeeoinstintodaacao.blogspot.com/
Postado por Diana às 17:59 Nenhum comentário:
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Reconstruindo asas quebradas

Dos 26 e meio aos quase 30, me assumi feminista, viajei por todos os continentes, vivi um amor lindo com um homem imenso na beleza da sua alma, mas também nas suas dores e contradições; e o vi partir pra uma viagem desconhecida sem certeza de reencontro. Sorri e chorei como jamais antes. Descobri que a verdadeira crise não é fazer 30. Mas sim ter que encarar, apesar de ter vivido tanto em tão curto espaço de tempo, que há limites intransponíveis, que posso ser absolutamente impotente mesmo lutando muito, que existem perdas muito maiores do que o coração parece agüentar, que a vida tem que seguir. E vai.

Se antes encontrava sentido e tinha fé no amor e nas utopias, hoje sinto minhas asas quebradas para simples vôos. Inspirada no diário de Frida Kahlo, torno público esse diário íntimo sobre amor e dor, sorriso e lágrimas, paixão e perda, fé e dúvida, morte e VIDA.

Com os 30 se aproximando, busco me despedir do soturno Saturno sem arrependimentos e sem me tornar refém das minhas dores. Através da escrita, busco alguma redenção e sentidos redescobertos. Ao contrário de Frida, respondo à pergunta "Te vas?" com: "Si, iré. Estoy reconstruyendo mis alas rotas"

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Diana
Mafalda quer um mundo melhor e se indigna com as injustiças. Sua amiga Susanita sonha em encontrar o amor e só pensa em se casar e ser mãe. Durante séculos, as mulheres não puderam ser Mafaldas e eram obrigadas a ser Susanitas. As que se rebelavam eram no mínimo taxadas de bruxas. A primeira geração de feministas quis ser só Mafalda e rejeitou as Susanitas. Mas toda mulher é meio Mafalda, meio Susanita. O grande drama da nossa geração é superar a falsa dicotomia... e essa é a busca da minha vida. Com 28 anos, começo a desconfiar que Saturno não retorna silenciosamente. Faz estrondo. Descobri que a vida é aqui e agora: o que eu queria ser quando crescer já deveria estar sendo… Há, todavia, boas notícias: a realidade pode ser mais vibrante do que sonhos tolos juvenis de príncipes encantados e mundos cor-de-rosa... Com vinho e fé na vida, abraço a contradição e celebro o amor e a utopia.
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