segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Ao homem que amo
sábado, 17 de outubro de 2009
A caminho da Tailândia
Conseguir ir morar junto, casar, ter celebração em um intervalo de um mês é uma experiência intensa por si só. Repentinamente se ver num avião da Turkish Airlines pra Bangkok com escala em Istambul, viagem a trabalho confirmada um dia antes, menos de uma semana depois do casório é o que chamo de experiência cósmica
De alguma maneira muito tortuosa, acho que tudo faz tanto sentido. Sou autora da minha vida, construí o que vejo como verdade. Remei contra a maré do que era esperado pra mim, em direção ao que acredito. Do que tinha, soube preservar o que sinto verdadeiro. E fui ao longo do caminho coletando novos elementos e me deixando arrebatar por experiências verdadeiras. Assim, me apaixonei por esse homem e me casei no Beco do Rato quando dei minha mão sem que ele pedisse verbalmente e me senti envolvida intensamente por ele. Amo. Não há melhor experiência.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Casório
Aos olhos do Infinito e do Eterno
sob grandes auspícios
de encontros e abraços
entre irmãos e amigos.
Diana Aguiar e Daniel do Vale,
das mãos de um embriagado sacerdote,
de um sorriso ateu,
recebam,
em forma de porrada,
de saculejo,
as mais grandiosas e patéticas bençãos.
Firmeza amigo
ao
domar e atiçar
a alma instigada de mulher
que se se estilhaça,
já era.
E que, portanto, merece a todo momento um cheiro
e um entendimento, principalmente.
Amiga,
é preciso lavar muitas vezes
para se retirar a nódea amarga
que fica
dos dias e amores que amargam.
Se posso lhe dar um conselho:
nunca poupe esse rapaz.
Nesse lar,
acasalem-se apoteoticamente
dancem espremidos entre os móveis
Muito vinho, muito vinho!
Música!
E silêncio.
Não iludam-se com a eternidade.
Mortais,
vivam furiosamente os dias que lhes restam!
Amaldiçoado seja
todo obstáculo no caminho do amor!
Amem.
Pode beijar a noiva.
(Carlos Alberto Lucio Bittencourt)
http://cismasminhas.blogspot.com/2009/10/casorio.html
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Sobre amar
Ao lado do corpo adormecido daquele que amo, encontro difícil resistir ao impulso de acordá-lo. Então resisto bravamente enquanto espero incansável a manhã que me trará sua mente pensante feita em voz grave cheia, seus delírios românticos escoados em abraços e beijos incessantes, seu desejo escancarado, rindo do meu dengo carinhoso.
Assim, os pezinhos se contorcendo, o corpo se espreguiçando, irei me deixando tocar com a certeza calma de que não passará muito antes que ele me tome inteira.
Uma madrugada de carnaval de um ano que já comecou diferente e surpreendeu uma falsa cínica com um amor impossível de negar por mais que se tenha tentado explicar em mais de trinta e dois milhões de livros. A razão cede espaço à incompreensão e à desistencia de qualquer tentativa de entender, enquanto eu me nego a escutar outros ainda cínicos e decido me entregar de vez ao sentimento inevitável. Tolice acreditar que tive escolha quando fui arrebatada de forma irremediável.
Que medida tem um amor quando até o ronco parece lindo? O mesmo ronco que em alguns anos eu provavelmente deteste, hoje soa como o tom da intimidade despreocupada. Até mesmo o simples pensar na previsibilidade de detestá-lo me encanta na sua significação da permanência.