sábado, 31 de dezembro de 2011
Tocando em frente
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Fazer do luto luta: persiste o buraco
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Quando não há diferença entre pesadelo e realidade
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Buscando manter a fé pós-revolução
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Café. Vinho. Sobreviver.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
"Aponta pra fé e rema..."
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Abandonando a fuga, enfrentando as dores
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Despedida de Saturno
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Astronomia da alma
Convivo hoje com uma sombra. A sombra do amor imenso que já vivi. Sinto que para rever a luz da vida, tenho que me afastar desta sombra, em passos leves para não me dilacerar de saudade no caminho de saída em direção à luz. Não se trata de negar essa sombra que já faz parte de minh’alma. Tal qual a face escura da lua, meu coração se reparte explicitamente em dois hemisférios que buscam conviver. Ainda brigando. Luz e sombra me disputam, me querem inteira. Mas sou alma repartida. Com fé, um dia poderei ser uno na sombra e luz de minh’alma. Busco ser capaz de ver o belo nos eclipses e nas explosões solares que me dominam; vencendo a disputa dos pólos para me reencontrar transitando com o misto de leveza e intensidade requeridas entre equador, trópicos e pólos do meu coração, ora dilacerado por crateras profundas, mas a seu tempo se afastando de Saturno em busca de novas constelações onde a vida seja menos árida e mais solar.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Existirmos: a que será que se destina?
terça-feira, 13 de setembro de 2011
A existência além de mim
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Sobre a transitoriedade

quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Escolhi viver, ainda que todavia tropece muito...
Parece que assim como as lágrimas lavam a alma da tristeza que transborda, os fios de cabelo branco aparecem sorrateiramente como marcas visíveis das dores, para não as esquecermos nunca. Quando um mês depois de casarmos meu companheiro teve uma piora de diagnóstico, ganhei incontáveis fios de cabelos brancos em alguns meses. Agora, após sua partida, me imagino envelhecendo cinco anos em um... Não os pinto, pois não nego o peso das dores que os trouxeram. Ao contrário, quero me olhar no espelho e, mesmo vendo as marcas explícitas das fraturas expostas da alma, saber que de algum lugar desconhecido brotou a força que me mantém de pé.
Ainda me arrasto e sigo lavando a alma com lágrimas, mas um dia dançarei com paixão pela vida e lavarei a alma com menos freqüência, porque não estou me furtando agora da enxurrada que leva, junto com as lágrimas que correm, os destroços de todos os caminhos do meu coração devassado. Que venham os cabelos brancos das dores vividas com entrega, assim como foi a entrega ao amor que as trouxeram!
Escolho viver.
sábado, 27 de agosto de 2011
Evaporar
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Tudo que é sólido se desmancha no ar (?)
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A insustentável leveza do ser
O Tempo III: tempo circular na revolução do amor
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
A fé é o instinto da ação
sábado, 6 de agosto de 2011
A minha herança: uma flor
terça-feira, 26 de julho de 2011
O fim das grandes narrativas?
Todo casal tem sua história, de como se conheceram, como se apaixonaram, como decidiram ficar juntos. E quando há sintonia, essa grande narrativa é tão compartilhada que duas pessoas se sentem parte de uma mesma história, em alguns momentos confundindo-se. Antes dos 30, tive o privilégio de viver uma história que muitos passarão uma vida inteira sem sequer tangenciar.
Uma história de amor deixa de ser bonita se seu fim é feio? Quero pensar que não, porque senão meu presente reescreveria meus últimos anos de forma tão profunda que não sei como encarar um futuro com essa bagagem. Sim, quase-30 e o meu grande amor frustrado, sofrimento sem palavras, buraco negro. Nisso meu companheiro tinha razão: é impossível fazer 30 sem amargura. Saturno se aproxima ainda mais, causando abalos sísmicos desestruturantes. Qual o meu lugar nesse mundo? Nômade que tinha fincado raízes, poderei permanecer sem fugir das dores?
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Dividir o teto
Essa coisa de dividir o mesmo teto
É um delicado ato
Às vezes dá vontade de fugir pro mato
Sufocamos entre tanto concreto
Mesmo mantendo o coração aberto
Num dado momento insólito
Pode-se ficar farto
De ver o outro tão de perto
Se então perco o tato
E digo o que penso de forma torta
Talvez receba de volta um pito
Talvez sem perceber, feche uma porta
É vão buscar sentimento exato
Num poço de dor infinito
Talvez me encontre de assalto
Torpe, tola, tonta
Buscando acordos tácitos
Onde nada foi dito
terça-feira, 28 de junho de 2011
Lost in Translation
Florbela Espanca
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A ilusão do "momento alfa"
quinta-feira, 7 de abril de 2011
"Tempo de paz não faz nem desfaz..."
sábado, 12 de março de 2011
Desilusão ou desencantamento?
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
São Sebastião
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Vício
Talvez nos quase-30 eu tenha que aceitar que por mais cautelosa que eu possa ter sido pra tantas coisas, tomando vacinas, levando guarda-chuvas ou tirando vistos com antecedência, posso acabar cometendo erros(?) juvenis. Como me encontrar completamente viciada no homem com quem divido o teto a ponto de não saber mais separar alguns quereres e desejos. Cada situação em que me coloco... ou seria inevitável cair nessa armadilha apaixonante e envolvente?