Sou feliz por você ter feito parte da minha vida, pelo amor que senti e por tudo que aprendi sobre mim mesma e sobre a possibilidade de ser escandalosamente feliz. Mas devo assumir que não te amo mais. Durante muito tempo senti muita falta de você, mas não de você quando partiu, mas de você-promessa. Daquele que você teria sido se continuasse lutando como prometeu. Aquele que admirei, que me encantou, com quem sonhei, por quem me apaixonei. Não o cara que já tinha desistido da luta há algum tempo e que encontrou na morte a desistência definitiva. Sim o cara que poderia ter sido se tivesse ficado e lutado. Mas não foi esta a sua escolha. Te amo como pessoa, porque você foi e é potencialmente tudo que poderia ter sido, porque já tinha sido. Mas não te amo como mulher. O que poderia ter sido não foi. E o que não foi não é. E o que foi eu não amo. E o que eu amo não é, não existe. Se você continuar existindo em algum lugar, e eu espero que sim pela riqueza do universo, te quero bem e forte. Mas seu caminho não é mais junto ao meu. O que não foi não é. E o que é, é. E o que pode vir a ser pode ser lindo. Oxalá.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Ser humano
A morte é a única certeza que temos sobre a vida e todavia parecemos incapazes de aceitá-la.
Ainda me pergunto o que é mais inquietante: nossa capacidade de nos desumanizarmos com a dor da vida; ou nossa incapacidade de lidar com a nossa humanidade tão singelamente expressa na certeza da morte.
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