segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ao homem que amo

Você me fez transgredir as minhas possibilidades imaginadas de sentir. Já não me considero capaz de compreender, racionalizar, explicar, embora tente tantas vezes em vão. Interessante como a análise busca esse esforço, de estabelecer justificativas para meu sentir a partir de meandros psíquicos profundos e desencontrados. Talvez porque eu já não acredite que isso seja possível de forma que sequer se aproxime de completa, esse processo se aproxima de uma violência ao caminho que me vi trilhar desde que te conheci: o de sentir. Simplesmente. Sou uma mulher diferente e com tantas realizações íntimas intensas e inexplicáveis. Você é o vértice de tudo. Te acho tão imenso que o desejo da minha alma é mergulhar no seu mundo, te dar as rédeas do meu caminho, parar qualquer relutância em relação à entrega, desistir de entender o que sinto.
Me leva, Daniel, pelo caminho do amor sublime e verdadeiro, que só reconheço em você. Quero você como minha família, meu companheiro, meu interlocutor, o homem que me possui.
Desisti de dar razão, em nome de viver prazer intenso e visceral. Sou muito melhor porque você está comigo. Quero ser a mulher que você deseja. E esse querer me sensualiza de forma carnalmente improvável.
A profundidade de tanto sentimento é imensa demais pra pouco tempo. Preciso de toda uma vida. Te peço que me queira porque desaprendi a viver sem isso.
Não sei como um homem pode ser tão extraordinário.
A admiração e desejo que tenho são infinitas.

Ninho, 14 de dezembro de 2009

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