sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eu, caçadora de mim...

Tenho mergulhado no infinito de mim mesma ainda mais intensamente, seja aumentando a freqüência na análise ou cultuando mais o tempo sozinha pensando em questões intermináveis. Dói se encarar. Dói se desnudar até para si mesma. E perceber como sou tão refém de neuroses que Freud diria que começaram na infância e eu acho impossível de obter a genealogia detalhada.

Surreal também como ao futucar os vespeiros de nossa alma, encontramos referências às coisas mais absurdas, de mitos gregos de castidade a rituais de bruxaria...

De alguma forma me parece que na minha vida, a experiência de ser mulher encanta e perturba. Da admiração profunda pela força feminina, ao desconforto com o desejo tão fácil que provocamos com um decote mais revelador. Ser mulher é fragilidade e fortaleza e por isso tão contraditório e belo. Eu me abismo, me arrebato e me arrisco nessa aventura, apesar das dores e da vontade de me esconder numa conchinha que às vezes me toma com força...

Ao menos, reconheço a força das mulheres que me antecederam e abriram caminhos que hoje trilho com mais facilidade e trilho outros que outras irão trilhar com mais facilidade, num círculo mágico infinito de subversão, rebeldia, grito de liberdade, loucura e - diriam alguns - bruxaria...

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