segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O Tempo III: tempo circular na revolução do amor

Mesmo que saibamos racionalmente que somos uma gota no oceano do universo ou da História, em dado momento, uma pessoa pode ser o centro de nosso universo e o encontro de duas pessoas pode ser o ponto de inflexão de toda História. Danem-se as galáxias, o Big Bang, as grandes civilizações. Tudo o que foi/fui antes e tudo que virá/virei a ser emana do nosso encontro, como ondas que reverberam em todas as direções a partir dali. Momento definidor, inflexão revolucionária do tempo. Meu passado foi reescrito à luz desse encontro. Quem poderei ser depois é resultado disso. O mundo já não tem mais as mesmas cores, formas ou sabores. Tudo mudou diante da explosão no centro do meu universo. O meu Deus das Pequenas Coisas, grandiosa presença agora silenciosa, grita em minha alma.
Dizem que voltarei a sorrir genuinamente. Não me parece possível que todos estejam equivocados. É nisso que me agarro.


"To love. To be loved. To never forget your own insignificance. To never get used to the unspeakable violence and the vulgar disparity of life around you. To seek joy in the saddest places. To pursue beauty to its lair. To never simplify what is complicated or complicate what is simple. To respect strength, never power. Above all, to watch. To try and understand. To never look away. And never, never, to forget." Arundathi Roy

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